quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Chineses também chegam ao mercado de caminhões

Caminhão Foton 6,5 toneladas
A 18ª edição da Fenatran (Feira Internacional de Transportes) é marcada pela começo da chegada das marcas chinesas no mercado de pesados. Empresas como a Foton quer cercar as principais marcas e, para isso, traz ao Brasil três modelos, de PBT 3,5T, 6,5T e 8,5T. Todos com freios ABS e ar-condicionado de série.
                                                   
Lado esquerdo: cavalo mecânico Shacman TT 420cv
Lado direito: caminhão chassi LT 385cv
 Quem também faz sua estreia é a Shacman com cinco modelos. São três cavalos mecânicos e dois caminhões chassi. O carro chefe será o TT 420 6x4 feito para bitrens. Os caminhões chassi LT podem ter 385 ou 420 cv de potência e é visado para trabalho em mineradoras, canaviais, madereiras e construções em geral.

Caminhão Shacman
   A Shacman enfatiza que os caminhões chineses estão alinhados com a tecnologia moderna e já atende   as exigências Conama 7 e Euro 5. "Acho que é uma evolução natural da tecnologia e por uma boa causa, ainda que em princípio o custo do transporte deva subir um pouco por conta dos preços dos caminhões e do uso do novo componente a base de uréia”, disse João Comeli, diretor de produtos da Shacman Brasil

Algumas já estavam por aqui

Caminhão Effa com capacidade para 02 toneladas
   Entre as marcas conhecidas está a Effa, que lança um novo caminhão de duas toneladas. O restante da linha passou por uma reestilização, como a picape e a van Start, que custam R$ 27 mil e R$ 31.500 respectivamente.

   Não parece uma veterana de mercado, mas a Changan é o novo nome da Chana, que não pegou bem no mercado brasileiro por motivos óbvios. A sua conhecida linha de utilitários de pequeno porte também mudou de nome para Mini Star.

   De volta ao segmento de pesados, outra marca chinesa na mostra é a Sinotruck com os Howo 380 6x2 e 6x4. Os caminhões já são vendidos no Brasil. Um Howo preparado para Fórmula Truck também está na exposição.

Cavalos Mecânicos Sinotruck



Cavalo Mecânico Howo preparado para Fórmula Truck
 Fonte: http://msncaminhoes.icarros.com.br/noticias/caminhoes/chinesas-tambem-chegam-ao-mercado-de-caminhoes/10795.html

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Número de caminhões tem crescimento superior ao do total de veículos em Santa Catarina

  
                                                                      

   O número de caminhões nas estradas de Santa Catarina cresceu mais do que o número total de veículos em 2011, incluindo motos e automóveis. O segmento fechou o acumulado do ano até setembro com alta de 8,77% nas vendas, em relação ao mesmo período do ano passado. O crescimento se deu sobre a base de 8.540 caminhões vendidos nos nove primeiros meses de 2010, que representaram alta de 45,58% sobre o mesmo período de 2009. Neste ano, até setembro, foram 9.289 caminhões vendidos.

   No Brasil, o setor de caminhões deve registrar o recorde de vendas de aproximadamente 170 mil unidades até o final deste ano. Até setembro, o crescimento foi de 15,95%. Em Santa Catarina, a variação do aumento de caminhões, no período, aproxima-se do crescimento nas vendas de automóveis e comerciais leves, que é de 10,86%. Para o presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos (Fenabrave) de Santa Catarina, Sergio Ribeiro Werner, o crescimento expressivo da venda de caminhões nos últimos cinco anos, com destaque para 2010, tem acompanhado o aquecimento da economia brasileira.

   — O Brasil tem um modal de transporte essencialmente rodoviário. Então, o aumento de caminhões nas estradas é proporcional ao volume de commodities agrícolas e minerais no país, que, além disso, também está investindo na infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014  — observa.

   O presidente da Fenabrave de SC espera que o setor feche 2011 com crescimento entre 8% e 10% no Estado. Ele acrescenta que, nos próximos anos, as vendas do setor deverão evoluir proporcionalmente ao PIB brasileiro, crescendo o dobro da economia do país.

   O que também deve impulsionar as vendas nos próximos meses é a corrida para comprar veículos com a tecnologia Euro 3, mais barata do que a Euro 5, que passa a ser obrigatória em 2012. Essa antecipação deve provocar retração nas vendas de 2012, em cerca de 10%, preveem as montadoras.

Fonte: Diario Catarinense

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Uma breve comparação entre os modais: Hidroviário, Ferroviário e Rodoviário.

Item
Barco
Trem
Caminhão
Peso morto por T de carga transportada
350 kg
800 kg
700kg
Força de tração – 1 CV arrasta sobre
4.000 kg
500 kg
150 Kg
Energia: 1Kg de carvão mineral 1 T a
40 Km
20 Km
6,5 Km
Investimentos para transportar 1000T, em milhões de DM
0,75
2,5
3
Quantidade de equipamento para transportar 1000T
1 Empurrador e 1 Balsa
1 Locomotiva e 50 Vagões
50 Cavalos Mecânicos e 50 reboques
Vida Útil em anos de uso
50
30
10
Custo (R$/km) Tonelada por Km transportado
0,009
0,016
0,056









Fonte: Dergo, Valec, Ahitar/MT (Site Catho, Prof Piñel)


Comparações de eficácia por modalidade de transporte

*Um comboio de 10 mil toneladas transporta a carga equivalente à transportada por 278 caminhões com 36 toneladas cada um.

*Um comboio de 10 mil toneladas, num percursso de 500km, consome cerca de 21 toneladas de combustível. Uma frota de caminhões, para cobrir o mesmo percursso, consome 54 toneladas.

*Para se conduzir uma frota de 278 caminhões são necessários 556 homens, entre o motorista e ajudantes. Um comboio de 10 mil toneladas é tripulado por 12 homens.

*Um comboio de 10 mil toneladas transporta a carga equivalente a carga transportada por 100 vagões do tipo Jumbo Hopper.
Fonte: Environmental Advantages of Inland Barge Transportation, 1994 – US Maritime Administration. (Site Catho, Prof Piñel)  

   

  
   Tendo como base estas informações, está mais do que claro, que o nosso governo deveria investir mais em transporte hidroviário, pois temos muito ainda o que explorar e também o transporte ferroviário.
   Pensando bem, não precisa... Já iremos gastar muito dinheiro com as Olimpiadas e a Copa do Mundo... Isso sim é investimento, só espero que tudo isso que será investido, pelo menos se pague... Que em meu ver, não irá!

   Um abraço à todos e já registro aqui, minha crítica...

domingo, 25 de setembro de 2011

E agora Gerente de Logística?

   Muitas vezes nos encontramos em alguns situações nada boas... Com certeza, é o caso do responsável pelo armazém do vídeo abaixo, que você irá ver. O que fazer numa situação dessas? O correto é, não deixar que ela aconteça...  Tenha sempre uma boa equipe de funcionários, com uma conversa aberta e sempre prestando atenção na satisfação deles.
   Lamentável, porém tem pessoas que são capazes de fazer isso, esquecendo de sua moral e ética, pensando apenas na ''saída'' e no ''seguro de desemprego''.
   Um forte abraço a todos e espero que nunca nos deparemos com uma ''sacanagem'' dessas, nunca!


sábado, 17 de setembro de 2011

O custo da Logística no Brasil atinge mais de 10% do PIB

   A parcela gasta pelo Brasil com logística em proporção do PIB (Produto Interno Bruto) supera a fatia destinada pelos Estados Unidos ao setor. Já que em termos absolutos os americanos gastaram, ano passado, R$ 2,08 trilhões em logística e o Brasil “apenas” R$ 391 bilhões, o volume representou 10,6% do PIB brasileiro, enquanto nos EUA essa fatia foi de 7,7%. Os números constam de pesquisa divulgada pelo Ilos – Instituto de Logística e Supply Chain, que mostra ainda uma média de 8,5% da receita líquida gasta por empresa com o setor de logística no Brasil.
   Para Maurício Lima, diretor de capacitação do Ilos e responsável pela pesquisa, divulgada ontem no 27º Fórum Internacional de Logística, o Brasil não investe o que deveria para diminuir os custos de logística das empresas.
   “Para cada aumento de 1% do PIB, seriam necessários investimentos para garantir o aumento de 1% na capacidade de transporte”, frisou Lima, acrescentando que o governo brasileiro deveria estar investindo cerca de R$ 70 bilhões, ou 2% do PIB, em logística por ano. “Hoje investimos cerca de R$ 15 bilhões na prática, mas sem qualidade”, afirmou.
   Lima ressaltou que “o que temos de logística retrata o Brasil da década de 1970″. Durante as décadas de 1980 e 1990, o investimento público no setor somou cerca de 0,2% do PIB por ano.
   O aumento médio de 4,4% do PIB nos últimos anos e o crescimento do setor de serviços permitiu redução dos custos de logística no país em relação ao PIB, o que, para o pesquisador, reflete um quadro comum. “Quando uma economia se desenvolve, o normal é o custo de logística diminuir”. No entanto, para as empresas, o custo de logística em relação à receita líquida tem crescido. Em 2005, era de 7,4% em média. Hoje é de 8,5%.
   A análise mostra que os gastos com transporte doméstico são os mais significativos, somando R$ 232 bilhões, o equivalente a 6,3% do PIB. Os gastos com transporte representam 54% dos custos médios das empresas com logística e 4,6% do valor de sua receita líquida. Muito atrás, os gastos com estoque e armazenagem ficam praticamente empatados, com 23% e 22% dos custos médios para as empresas, respectivamente.

Fonte: http://www.logisticadescomplicada.com/custo-da-logistica-no-brasil-atinge-mais-de-10-do-pib/#utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+logisticadescomplicada+%28Log%C3%ADstica+Descomplicada%29

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Algumas curiosidades sobre Logística!

MOVIMENTAÇÃO E ARMAZENAGEM
   A importância da atividade de movimentação e armazenagem nos custos logísticos de uma empresa...

   A atividade de movimentação e armazenagem responde por cerca de 30 % do total dos custos logísticos. A atividade de separação de pedidos (picking) responde por 60 % dos custos do armazém.

   No armazém tempo é $$$...

   Mais de 50 % do tempo de um operador na atividade de separação de pedidos é destinada ao deslocamento de um lugar para outro.

   A maior área total coberta do mundo...   A United Parcel Service (UPS) tem a maior área total de armazenagem coberta do mundo, com 6,9 milhões de metros quadrados. O Wal Mart vem em segundo, com 5,72 milhões de metros quadrados. Dentre os operadores logísticos, a Exel tem 5,21 milhões de metros quadrados.

   Os maiores Centros de Distribuição do Brasil...   As Casas Bahia e o CBD (Pão de Açúcar) têm, provavelmente, os maiores centros de distribuição do Brasil. O do CD, em Osasco, possui cerca de 200.000 m² de área construída. O da Casas Bahia localizado em Jundiaí, SP, tem 178 mil m² de área construída. Em seguida estão o CD do Ponto Frio, em Guarulhos,SP, com 141 mil m² e o da VW Parts & Acessories, construído em Vinhedo,SP, com 132 mil m².

   O maior centro multimodal de resinas plásticas do mundo...A Katoen Natie, operador logístico, que tem sede na Antuérpia, na Bélgica, possui o maior e mais avançado centro de distribuição multimodal de resinas plásticas do mundo, dispondo de 1.000 silos e 1.000.000 de m² de área para armazéns dentro de um complexo que envolve área total de 130 hectares.

   Informações obre armazéns infláveis...Armazéns infláveis têm vida útil aproximada de 15 anos, pé direito máximo de 10,5 metros, largura máxima de 30 metros, comprimento máximo de 100 metros e podem resistir a ventos de até 80 km/h.

   A maior produtora mundial de empilhadeiras...
A Linde é a maior produtora mundial de empilhadeiras, com vendas anuais de aproximadamente US$ 2,5 bilhões.

Abraço a todos!

Fonte: http://www.via6.com/topico/186540/curiosidades-sobre-logistica

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Porto de Paranaguá é pioneiro em estabelecer Logística Reversa

   A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) publicou uma ordem de serviço determinando que os materiais adquiridos pela Appa e relacionados no artigo 33 da Lei 12.305 – que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos – devem obedecer aos princípios da logística reversa.

   Isso significa dizer que produtos como agrotóxicos (seus resíduos e embalagens), pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas fluorescentes e produtos eletroeletrônicos terão que ter sistemas de logística reversa com seus fornecedores, mediante retorno dos produtos após o uso, de forma independente do serviço de coleta e destinação de resíduos sólidos.

   A lei, sancionada em agosto de 2010 e regulamentada em dezembro passado, está sendo implementada este ano e o Porto de Paranaguá é um dos pioneiros no cumprimento das definições. A logística reversa é um conjunto de ações e procedimentos que viabilizam a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial para reaproveitamento em outros ciclos produtivos.

   Dados do Governo Federal, através do Ministério do Meio Ambiente, mostram que entre 30 e 37% de todo o lixo recolhido no Brasil são resíduos secos, que podem ser reutilizados, e 55% são resíduos úmidos, aí incluído o material orgânico. Com isso, apenas de 8% a 10% é formado por rejeito realmente inaproveitável.

   De acordo com o Chefe do Núcleo Ambiental do Porto de Paranaguá, Ricardo Castilho, a implantação da logística reversa no porto vem complementar o trabalho já realizado pela Administração. Desde o início deste ano, todo o resíduo de grãos (soja, milho, farelo de soja e trigo) varrido do cais após a operação de navios é reutilizado, sem gerar qualquer custo para a Appa.

   “Quando o grão cai no chão, ele molha ou se contamina, não podendo mais ser exportado. A varredura realizada após a operação recolhe este resíduo que tem destinação correta, contribuindo com o meio ambiente e gerando economia para a Appa”, explica.

   Desde o início deste ano, a Associação dos Operadores do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá (AOCP) é responsável por fazer a varredura do cais após a operação dos navios. O resíduo é enviado para uma empresa de Ponta Grossa que faz a compostagem deste material, usando-o como adubo para a plantação de grama.

   Antes disso, a Appa pagava para que o material orgânico de grãos fosse varrido do cais e enviado para o aterro sanitário. Após a implantação deste novo sistema, o lixo retirado da Appa – que era de 315 toneladas/mês, em média – caiu para 100 toneladas/mês, representando uma economia mensal de aproximadamente R$ 40 mil, além de contribuir com a sustentabilidade.
 

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A Logística no Comério Eletrônico (E-Commerce)

    Pessoal, hoje estou postando o artigo que entreguei na minha pós.
Cujo tema é: A LOGÍSTICA NO COMÉRCIO ELETRÔNICO.
Ele está salvo em PDF, é só clicar no link abaixo que irá abrir o site onde ele está hospedado...

   Espero que ele possa ajudar as pessoas que estão pensando em abrir um site de vendas e também ajudar em trabalhos de aulas ou pesquisas.
Abraços e bons estudos!!!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Logística? Definições e Origem!


    O termo  Logística, segundo o Dicionário Aurélio vem do francês ‘’ LOGISTIQUE’’ , sendo uma de suas definições como: ‘’a parte da arte da guerra que trata do planejamento e da realização de: projeto e desenvolvimento, obtenção, armazenamento, transporte, distribuição, reparação, manutenção e evacuação de material para fins operativos ou administrativos’’.
    A logística teve origem nas organizações militares, que era a arte de movimentar exércitos. Grandes conquistadores foram inspirados, como: Júlio César, Napoleão, Alexandre – o Grande, entre outros. Um dos maiores exemplos que posso destacar aqui é o exército de Alexandre - o Grande, da Macedônia. Seu império, por volta de 376 A.C. alcançou diversos países como Grécia, Pérsia e a Índia. Ele usava engenheiros, contra mestres, equipe de estudos estratégicos, cavalaria e infantaria. Usava funções de como destruir a resistência da cidade a ser atacada.
    Alexandre montou outra equipe que seguia à frente do exército de 35.000 homens, comprando todos os suprimentos necessários e montando armazéns avançados durante todo o trajeto para atender esses soldados, que consumiam 100 toneladas de alimentos e 300.000 litros de água por dia. Graças a essa estratégia, o exército de Alexandre caminhava em média 32 quilômetros por dia, enquanto que outros exércitos deslaçavam-se apenas 17 quilômetros, pois dependiam de carros de boi para realizar o transporte de suprimentos. Deste modo, fez com que o exército de Alexandre tivesse grande vantagem perante o inimigo e chegasse a percorrer em torno de 6.400 quilômetros do Egíto à Índia.
    Durante a 2ª Guerra Mundial, em meados do século XX, a logística teve seu impulso: movimentando tropas, navios, aviões, carros e armas de combate, municões e suprimentos. Fizeram acordos e parcerias estratégicas entre países, tudo dentro de um planejamento logístico, com o intuíto de vencer o inimigo!
    A logística foi estudada sob a visão acadêmica de John Crowell, no início do século XX, onde detalhes como custos e fatores afetavam a distribuição dos produtos agrícolas.
Na década de 60, as Universidades de Ohio e Michigan ministravam cursos de graduação em logística, reconhecido pelo Governo Americano. A universidade de Harvard em 1965, introduziu o conceito de análise de custo total nas àreas da logística.
Nas décadas de 70 e 80, foram identificados os componentes dos custos de manutenção dos estoques e é apresentada uma metodologia para o seu cálculo; nas empresas americanas ocorre a implantação das diversas técnicas em logística como: MRP, Kanban e Just-in-time. Mostrando a necessidade da integração da logística com toda a empresa em geral.
    Graças as formações estratégicas dos blocos econômicos ( NAFTA, MERCOSUL, etc... ), na década de 90, a logística se consolida.
    Como sempre, o Brasil está atrasado e teve iníco na logística nos anos 70, com a adoção das técnicas pelos setores de energia elétrica e automobilístico. Foram criados Instituto  e Associação para a administração, movimentação e armazenagem de materiais.
    Surge o primeiro grupo de estudos de Logística, nos anos 80. Onde foram  trazidos do Japão os primeiros sistemas modernos de logística integrada, como: Just-in-Time e o Kanban, que foram desenvolvidos pela Toyota. Foram criados também o Paléte Padrão Brasileiro, a Associação Brasileira de Logística e a instalação do primeiro Operador Logístico no Brasil.
    Com a abertura do mercado brasileiro internacionalmente, na década de 90, a estabilidade econômica, a privatização de portos, rodovias e empresas públicas, a logística começou a tomar forma dentro das grandes, médias e pequenas empresas brasileiras.
    Hoje em dia a  logística pode ser definida como uma ciência, pois tem base de estudo, envolve cálculos e métodos, algoritmos de rotas, algoritmos de endereçamento,  modais. E por que também algumas àreas precisam ser estudadas e preparadas para resolver diversos problemas, que são pedidos, estoque e transporte. Os pedidos são de venda e compra, que dão início e fim á logística. O estoque é o intermediário, que vai balancear os pedidos de compra e de venda, tendo que gerenciar o estoque. E por fim o transporte, que cerca de dois terços do custo logística está nele, por ser ineficiênte aqui no Brasil.
    Para finalizar, ‘’as empresas compreendem que Logística é a somatória das
atividades da Administração de Materiais e a distribuição física. Neste sentido,   destaca-se que o interesse pela Logística será crescente no futuro e que seus conceitos sempre serão alvo de observação, análise e adaptação às necessidades empresariais para o incremento da eficiência, bem como para a eficácia das empresas sujeitas às constantes e aceleradas mudanças em razão dos avanços tecnológicos, das mudanças econômicas e das transformações globais’’.


 
Fontes: Cursos 24 Hrs ( Curso de Logística )

quinta-feira, 21 de julho de 2011

''Prostituição'' no Transporte Rodoviário: Mito ou Verdade?

     Bom, este é o primeiro texto que estou publicando em meu blog. Você deve estar se perguntando: a que se refere esta prostituição no transporte rodoviário? Será que é referente a mulheres que ganham a vida vendendo prazer para homens? Se você pensou nisso ou algo semelhante, está enganado! O que quero dizer aqui é que, com a facilidade e praticidade de se comprar um caminhão novo ou usado, qualquer um vai em alguma agência todo ''bonitão'', compra o caminhão sem ter ao menos noção do que é isso e cai no ‘’trecho’’. Talvez por ouvir o vizinho falar que caminhão ‘’dá’’ dinheiro, que é bom ser caminhoneiro por que você faz seu horário e não tem patrão ou talvez por que você gosta de dirigir!
     
     Acredito que não é por aí que funciona. E agora vem a justificativa para o título do texto, pois o colega após ter financiado o caminhão ( é o que geralmente acontece ), vai atrás de frete. Então começa o problema, principalmente quando se compra caminhão zero km, porque a parcela é alta ( a vantagem é que quase não dá mão-de-obra e oficina ). Você chega em uma agência de fretes para ver se tem algo pra carregar e não tem nada. Então vai a próxima... e “bom, achei algo”, carga de Rio do Sul (SC) para São Paulo (SP), 15.000 kg, por uma bagatela de R$ 1.100,00.
     
    
Como não tem outra carga e não quer ficar parado - pois como diz o ditado ‘’caminhão parado não faz frete’’ - lá vai o amigo caminhoneiro. Carrega seu truck e mãos à obra. Após longas 12 horas de viagem estando a mercê de trágicos acidentes e na mira de criminosos, chega no destino, descarrega, para no próxima posto, e agora? Milhares de agências de frete, só que com um problema: o valor do frete é ainda menor. Se você arrumar retorno por R$ 900,00 você tem que agradecer muito, porque geralmente o valor varia de R$ 700,00 a R$ 800,00 de São Paulo para Santa Catarina.

     Novamente vai ‘’dar carona pra carga’’, pois com um valor desses, é isso mesmo! Se você tiver a sorte de não estourar um pneu, dar um ''encostão'' em algum automóvel, quebrar o ‘’bruto’’, tudo bem. Porém, se qualquer coisa destas acontecer você vai estar automaticamente no prejuízo! A prostituição mesmo é visível quando  determinada empresa faz cotação de frete, na verdade, dependendo  da empresa, digamos que faz um ‘’ BINGÃO’’ do frete, liga para 20 caminhoneiros e de antemão já diz: ‘’Fulano de Tal faz esse frete pra mim por R$ 1.000,00, quanto você pode fazer?’’

     Tendo em vista que R$ 1.000,00 é o mínimo do mínimo para se cobrar, a legítima ‘’carona pra carga’’. Se o amigo caminhoneiro está com a parcela para vencer, ou já está atrasada, como não tem outra carga, ele faz por R$ 850,00, pensando que o retorno será melhor, está enganado! Vai viajar, enche o tanque do caminhão à prazo ( com o preço absurdo do diesel, até quem tem F-250 se desespera ), e pega a estrada, lá vem um pedágio, mais um.

     Daqui a pouco um infeliz policial está querendo tomar um café ( ainda existem policiais honestos, assim como poucos políticos ) e lá vai o caminhoeiro dar ‘’déiz pila’’pro café da tarde, chega na empresa e vai descarregar o caminhão, os funcionários da empresa ou até mesmo os chapas que você leva para ajudar a descarregar pedem algo para comer, novamente sobra pro caminhoneiro a cuca e o refrigerante ( para não dizer coca-cola ) pra pagar. E assim se vai indo o dinheiro do frete.

     Bom, agora é arrumar carga pra casa, acha algo, obviamente com um preço menor que da ida. Carrega e pisa fundo, só que passa dentro de um buraco e fura o pneu, se tiver sorte e não precisar jogar o pneu fora ( por que tem cada cratera nas rodovias que não é brincadeira), para numa borracharia e la se vão R$ 20,00 para dar uma remendada na câmara. Embarca no caminhão, continua a viagem, acelera e graças a Deus, chega em casa com mais uma missão cumprida. Porém, com o bolso quase vazio. Assim vai continuando até que chega um momento em que ele opta por fazer o documento do veículo ou coloca um pneu remolde, ou almoçar ou paga o pedágio.

     Amigos que acabaram de ler este texto, não quero dizer que caminhão não dá dinheiro, pelo contrário, dá muito dinheiro, mas pra quem sabe ‘’fazer contas’’,  então antes de comprar um caminhão, faça contas para ver se vale a pena, tente encaixar seu caminhão em algum frete fixo e principalmente, valorize seu trabalho, por que sem caminhão o Brasil e o mundo param...

Um abraço à todos e AQUELA PROTEÇÃO DIVINA!